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04 janeiro 2012

EU VI #6: Hair


Resenha de filme hoje é de musical, genteimmm!

Fazia muito tempo que eu queria ver esse filmezitcho. Sabia que era um musical super badalado da Broadway nos anos 70, que tinha ido pras telonas e feito muuuuito sucesso. O nome é bem legal, a capa é divertidíssima e eu sempre fui apaixonada pelo clipe Aquarius que nem sabia que fazia parte do filme (dãaa!)...


Claude (John Savage), um jovem do Oklahoma que foi recrutado para a guerra do Vietnã, é "adotado" em Nova York por um grupo de hippies comandados por Berger (Treat Williams), que como seus amigos tem conceitos nada convencionais sobre o comportamento social e tenta convencê-lo dos absurdos da atual sociedade. Lá Claude também se apaixona por Sheila (Beverly D'Angelo), uma jovem proveniente de uma rica família.



Claude Bukowski é meio lentinho, meio paradinho e desengonçado para a NY City ultralunática dos anos 70. Ele vai passar alguns dias por lá antes de se alistar no exército e servir de herói no Vietnã. Mas nada acontece como ele imaginou. Primeiro, conhece um bando de libertários enlouquecidos e pregadores do “paz e amor” no Central Park e se apaixona pela donzela loira que cavalga pelos prados verdejantes... Achou engraçado até aí? A coisa só fica melhor!

O ritmo cambaleante e nauseante das músicas que refletiam os ideais pregados naquela época deixa você meio tenso em certos momentos. Prepare-se para muita, muuuita apologia ao sexo liberal, drogas e... Sabe que não vi muito rock ‘n roll?

O estilo psicodélico, os cabelões (claro, você pensa que o nome do filme surgiu de onde?) e as roupinhas mega estilosas tomam conta boa parte da estória. Ah, e tem um toque bem generoso de temáticas sobre preconceito, racismo, dentre outros mais impactantes.

Tá achando pouco? Misture isso a um som bem ultrajante e você tem um musical cabeludo!


Contudo, acho que os personagens principais se distorcem. O Berguer, líder do bando de loucos, é de longe o que tem maior foco e com certeza, maior Interpretation Power, se é que me entendem. Os demais personagens, até mesmo o Claude, ficam perdidos na enrolada de cabelos e canções do filme. A única coisa realmente moralista e que dá um sentido mais bacaninha a estória, é a relação de amizade e cumplicidade que existe, e a grande lição de “nunca esteja no lugar errado na hora errada.”


Minha impressão foi boa. Não a melhor, porque fiquei algumas vezes dando uma viajada na maionese, no catchup e na mostarda em certas partes (principalmente àquelas em que eles abusam dos psicotrópicos, hehehehe). As músicas são legalzinhas de cantar e eu fiquei um tempão feito uma retardada, imitando a atriz lindona e divônica que canta Aquariuuus... Aquaaaariuuuuusss...


O filme é um ícone, muito Cult e com várias abordagens legais. Dá uma exibida descarada na revolução social (e sexual) que ocorreu nos anos 70, mostra como os hippies influenciaram no gestual, na moda, no pensamento libertário, na música e principalmente, na forma como as pessoas tinham de encarar as mudanças. Acho que nunca tinha entendido esse período tão bem, e admito até que fiquei meio chocada, mas é uma aulinha de história cantada e barulhenta.

Recomendadíssimo!

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