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13 julho 2012

EU VI #14: Loverboy

Loverboy foi um filme que eu quis ver primeiramente pela capa, e só depois, pela sinopse que me pareceu interessante e com um tempero bem diferente. Tem um "quê" de romance, mas envolve mais pelo drama e pela ousadia.

Vamos ver do que se trata?





Luca, um jovem de 20 anos, seduz garotas e depois as entrega a seus amigos no porto de Constanta, no Mar Negro, para integrar uma rede de prostituição. Até conhecer a bela Veli, uma de suas vítimas potenciais, e se apaixonar. É verão no rio Danúbio, em Harsova. A música alta, os carros, as garotas bronzeadas fazem parte da paisagem, e Veli foge de casa para os braços de Luca. O primeiro amor nunca pareceu tão perigoso.






 Trailer:



O filme romeno conta a história de Luca, um sujeito meio misterioso e que está disposto a tudo para ganhar dinheiro, sem se importar com as consequências que suas atitudes trarão. Ele cuida de uma oficina caindo aos pedaços em sua casa e batalha para manter seu avô, que tem problemas de saúde, numa boa condição.

Luca não está preocupado em estabelecer um limite para sua vida, ele apenas necessita de dinheiro e fará o que for preciso para consegui-lo. Assim, se dispõe a servir de intermediário numa rede de prostituição. Seu trabalho é seduzir meninas, quantas forem necessárias, e envolvê-las de modo que acabem largando suas vidas para ficar com ele. O garoto é esperto, usa e abusa do seu charme, de histórias dramáticas para deixar as garotas iludidas ao máximo. E é nesse ponto que as meninas, ingênuas demais, concordam com a vida fácil para ganhar dinheiro.

Mas uma das conquistas de Luca, Veli, uma menina cheia de atitude e determinação, acaba por tocar de forma diferente no jeito liberal do sujeito.


Por se tratar de um filme estrangeiro, é fácil se sentir confuso com o rumo da história. Você não sabe bem o que vai acontecer, e esperar por momentos clichês é um pouco demais. Outra coisa é se acostumar com a visão seca e ensolarada das paisagens, uma terra que parece ser meio esquecida. Pra completar, é meio angustiante a demora dos diálogos, ou pior, a falta deles. Uma pergunta é feita e então, leva-se uma eternidade até que a resposta apareça. Mas eu disse, é um pouco confuso.

Por outro lado, é interessante a situação que o filme mostra: as meninas iludidas se deixando levar por uma conversa barata de um sujeito que não promete absolutamente nada, a não ser momentos prazerosos. Elas simplesmente não pensam duas vezes em abdicar de suas vidas e se enveredar sem medo no mundo da prostituição. Sim, o importante é "fazer dinheiro".


À princípio, eu imaginei que o filme abordaria mais o lado romântico da história, não vou negar. Mas com o desenrolar dos acontecimentos, a gente meio que vai perdendo a essência dos protagonistas. E acaba chegando no estágio onde sinceramente, você não sabe que tipo de pessoas eles são.

Luca está sempre em um constante conflito de personalidade e eu não consegui ver o exato momento em que ele provavelmente se apaixona por Veli. Talvez seja só no final...
E Veli para ser a mocinha segura e decidida do início, se torna muito mais envolvida na história de "fazer dinheiro" do que se era esperado.


Loverboy não é necessariamente aquele filme que faz você cair de amores, ou achar fofo demais, ou abusado demais. Ele me deixou em cima do muro. Curti as interpretações, foram bem intensas. A música me fez lembrar daquelas festas ciganas que passavam nas novelas, as pessoas dançando ao redor de fogueiras e batendo palmas. Então, posso dizer que o filme é mais isso, intensidade do que qualquer outra coisa. E para um filme que foi apresentado em Cannes, o mínimo que podemos esperar, é uma pegada alternativa, né?

Embora tenha me deixado confusa em boa parte, - não por não entender, mas sim por ter esperado mais - ele vale a pena ser visto. Num geral, é encantador. Regado a uma melodia incessante e que tem muito a ver com o nível intenso da história. Serve muito bem pra dar uma fugida dos filmes-mesma-coisa-de-sempre de Hollywood e pra percebermos que em outros lugares é bem possível fazer algo interessante, forte e que chame a atenção. E além do mais, é bem legal ver um ator na tela que tem cara de galã de cinema e jeito de mafioso ao mesmo tempo, fugindo do estereótipo pregado pela mídia.


E pra você que assim como eu, fecha a cara antes de ver qualquer filme estrangeiro (leia-se: filme não americano), a minha dica é ir sem esperar demais, sem fazer uma prévia do que se trata, ou imaginar possíveis acontecimentos. Simplesmente deixe rolar, porque é assim que somos surpreendidos. E é assim que eu tenho lidado com esse meu preconceito feio, e acabo tendo ótimas surpresas. Vi excelentes filmes europeus esses dias e gostei de cada um deles. Nos faz lembrar da verdadeira razão de gostar de filmes, de gostar de ver uma história verdadeira acontecer, e não apenas se admirar com os super efeitos especiais e o ator super famoso que encabeça o elenco.

E Loverboy é uma excelente indicação. Garanto que quem assistir vai ter uma opinião positiva sobre ele.

E pra quem já viu, não custa nada deixar o comentário por aqui, né? Quero saber o que vocês acharam, galera!

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