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12 agosto 2012

Me rendi ao Jogo de Tronos...



Depois de muito lutar contra toda a pressão psicológica de uma 'população' inteira, uma internet em peso e mais um montão de críticas positivas, sem contar com a minha própria força de vontade absurda para não ver essa série, eu definitivamente deixei o pré-conceito de lado, e me rendi às garras de Game of Thrones.

Eu admito que não quero mais ficar fã de série nenhuma, porque não tô dando conta de assistir todas as que eu já sou fã, como Supernatural que parei na sexta temporada e tô com preguiça de prosseguir, Glee que não passei da segunda e True Blood que abandonei na metade da quarta (e claro que meu vampirão vinking está morrendo de saudades de mim, né?). Sendo assim, não me apresentem mais série nenhuma, please. Tenho livros a ler, trabalho a fazer, concursos a estudar e uma vida pra dar conta acima de tudo.

Massss... Como não posso negar minha própria curiosidade sobre essa série baseada nos livros do George R. R. Martin - que dizem ter inspiração em O Senhor dos Anéis, o qual sou fã absoluta da genialidade do Mr. Tolkien - me meti a ver alguns spoilers e resenhas internet afora e a quantidade de coisa que me chamou ainda mais a atenção só aumentou. Sendo assim, fui lá no Que seja o que Deus quiser e coloquei o primeiro episódio pra ver.

Fiz cara de tédio nos primeiros minutos, mas... Só foi nos primeiros minutos mesmo.

Porque o resto foi trash!!!

Antes, a sinopse: Baseado na série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo do escritor George R. R. Martin, Game of Thrones segue a história do primeiro livro sa saga, apresentando Westeros, uma terra reminiscente da Europa Medieval, onde as estações duram por anos ou até mesmo décadas. A história gira em torno de uma batalha entre os Sete Reinos, onde duas famílias dominantes estão lutando pelo controle do Trono de Ferro, cuja posse assegura a sobrevivência durante o inverno de 40 anos que está por vir.



Antes de tudo, não há muito como eu explicar meu mais explosivo e fanático amor por essa série. A riqueza de detalhes, de personagens tão diferentes, de histórias incríveis são coisas mínimas diante da grandiosidade dessa saga. Vale dizer que minha expectativa não somente foi superada, como foi surpreendida de modo arrebatador.

Pra quem ainda tá viajando na maionese e nos outros molhos da vida, Game of Thrones conta a história de várias famílias, leia-se Casas, que vivem em Westeros, uma terra onde a honra e o sangue definem a sociedade. E é nesse meio que vive Lord Eddard 'Ned' Stark, senhor de Winterfell que tem por lema de sua Casa "O Inverno está chegando", por conta das estações muito duras que assolam a terra: verões de longos anos e invernos estupidamente cruéis.

Lord Stark vive em relativa paz com sua esposa, Lady Catalyn e seus seis filhos: Robb, Arya, Bran, Sansa, Rickon e Jon Snow, sendo esse último, o filho bastardo de Ned. Mas essa suposta paz desaparece quando o Rei do Trono de Ferro Robert Baratheon que controla os Sete Reinos, incluindo Winterfell, designa Lord Stark para ser o que se conhece como a Mão do Rei, aquele que irá governar e tomar todas as decisões no lugar de seu superior. O Rei Robert é casado com Cersei, da Casa Lannister, uma mulher cheia de segredos e maldade. E seus três filhos, na verdade, são frutos do incesto com seu irmão Jamie Lannister, conhecido como o Regicida. E é com base nessa prerrogativa que a aventura insana e majestosa de Game of Thrones se inicia. Não vou fazer um resumão geral aqui, até porque são muitos personagens, muitas histórias entrelaçadas e muita, mas muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que óbvio, deixa tudo mais interessante. Mas tentarei falar de alguns tópicos principais e dar a minha humilde opinião...


Game of Thrones é uma história que rege muitas histórias. E a genialidade do George R. R. Martin é tão grande que faz com que cada uma dessas histórias paralelas seja incrivelmente atraente. Você não consegue desgrudar os olhos da telinha e cada episódio é uma aventura mais absurda que a outra, no bom sentido claro. A personagem acima é a Rainha Cersei, interpretada pela Lena Headey - lembram dela como a Rainha Gorgo, esposa de Leônidas em 300? - e é uma personagem completamente desprovida de moral. Falsa e ardilosa, ela faz uma tramóia mais descarada que a outra contra Lord Stark e sua família. Começando com armar o casamento entre seu filho mais velho Joffrey, herdeiro do Trono de Ferro e a filha mais velha de Ned, Sansa. Algo que todos percebem que não dará muito certo.


Jamie Lannister, chamado também de o Regicida, é o irmão da Rainha, com quem tem um secreto envolvimento sexual. Assim como a irmã, Jamie é um homem sem escrúpulos e sua honra é completamente deturpada. Me dá certa ânsia nas cenas dele, porque o sujeito é tão traiçoeiro que você nunca sabe o que esperar.


Tyrion Lannister, ou o Duende, é o irmão mais jovem dos Lannister, e na minha opinião é um dos personagens mais interessantes da série. Ele vive em constante conflito por conta do enorme preconceito que sofre pelo fato de ser um anão, mas ainda assim, e apesar de ser um Lannister, é um homem que não gera repúdio. Ele é capaz de ser um vilão, um chantagista, um egoísta de primeira linha, mas em contrapartida, nos surpreende com seu coração gentil e seus atos de misericórdia. E a atuação do Peter Dinklage é tão estupidamente boa que o cara já até faturou um Globo de Ouro.


Esse branquelo de olhos verdes aí em cima é o Robb Stark, filho mais velho de Ned e herdeiro de Winterfell. Robb é um rapaz digno e bem educado; herdou o espírito de honra de seu pai e a gentileza de sua mãe. Robb tem um papel de extrema importância na saga, porque é ele que terá que carregar o peso do brasão Stark por um bom tempo. Já estou louca pra ver o que acontecerá com ele nos próximos episódios.


O clã Stark também tem suas crianças, e uma delas é o carismático Bran, um garoto de dez anos que é genialmente interessante. Outra coisa que vale salientar é que logo no primeiro capítulo, os jovens Starks encontram filhotes de lobos na floresta e como o selo da Casa Stark é um lobo, eles acabam ficando responsaveis por cuidar dos filhotes. Os lobos, assim, têm papéis cruciais em toda a história. O próprio Bran tem um apego sem igual pelo seu, chamado Verão.


Esse é o personagem masculino que eu mais gosto na série. Admito que sou completamente apaixonada pelo Jon Snow, o filho bastardo de Ned. Ele é valente, destemido, cheio de moral e determinação e nem por isso é chato e cansativo. Acredito que ele promete muito ainda nas próximas temporadas como um dos membros da Patrulha da Noite, uma espécie de exército que protege A Muralha, uma fortificação de gelo que divide Westeros. Muito ansiosa pra ver o que vai acontecer com ele...



E finalmente, minha personagem mulher-macho-sim-senhor preferida de toda a série. Adoooro a Daenerys Targaryen, a herdeira legítima do Trono de Ferro e última de sua linhagem Targaryen. Conhecida também como a Mãe dos Dragões, Dany tem papel crucial na história e ela tem todo esse rostinho meigo e suave, mas é braba feito o inferno! Passa por altos e baixos, é vendida como esposa para o Senhor dos Cavalos, seu irmão aterroriza sua vida e praticamente não tem ninguém em quem confiar, mas a criatura é determinada, destemida e sabe como ninguém dar a volta por cima. Não sei porque, mas acho que os caminhos dela e do Jon Snow tinham tudo pra se cruzar. Seria muito, mas muito legal.

Bom, gente, não coloquei todos os personagens e nem detalhei ao máximo a história para o post não ficar maior do que já está (mal aê!). Mas vale dizer que a série é tão legal que assisti a primeira temporada em quatro dias (são dez episódios) e tô ansiosíssima pela segunda. Também já comecei a ler o primeiro livro da série e pelas primeiras páginas, posso dizer que a série da TV consegue ser muito fiel. É um banho de arte, de encanto, até mesmo a abertura consegue ser absoluta, detalhando minimamente cada recanto de Westeros, as Casas e tudo o que pode ocorrer na história. E uma coisa eu garanto, se tem uma série que eu indico pra você assistir, é essa. Dificilmente irá se decepcionar.

E pra quem já é fã... Tamo junto no vício, coleguis!


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