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17 setembro 2012

Acabando com o Consumismo Abusivo

Vamos lá... 

Decidi fazer esse post mais por conta de uma necessidade de contar uma experiência minha do que propriamente para iniciar uma campanha ou coisa parecida. Percebi que isso estava me incomodando há um tempo, então, nada melhor que compartilhar isso com vocês e ver se assim, ajudo alguém que porventura, passe pela mesma situação.



Tenho observado que com o boom dos blogs nos últimos tempos, as pessoas têm se tornado cada vez mais reféns das famosas dicas da internet. Seja sobre moda, beleza, livros ou cultura num geral, tem muita gente por aí que só sabe elaborar a sua vida, mediante a opinião de algum blogueiro ou blogueira famosos. E isso é mesmo preocupante. E como citei acima, já sofri isso na pele, e de certa forma ainda sofro. Não que não possamos seguir os nossos blogs favoritos, aprender mais com aquelas pessoas que admiramos e que realmente entendem do assunto, ou até mesmo, melhorar a nossa vida com atitudes mais organizadas e antenadas com a realidade. Esse é o lado positivo da coisa, mas quando começamos a ficar completamente dependentes, aí penso que é válido tomar cuidado.


O que aconteceu comigo foi mais ou menos o seguinte: eu perambulava demais pelos blogs da vida e acabava influenciada pelas dicas da galera, principalmente no quesito compras. Vocês não têm ideia de quanta coisa eu me decidi a comprar só porque fulaninha ou beltraninha falou que era muito boa. Isso inclui coisas relativamente baratas como esmaltes até produtos importados e que foram bem mais salgadinhos. Nesse caso, você pode estar aí pensando: Poxa, mas a culpa é sua que se deixou ser influenciada. E de certa forma, você está certo. Mas o que ocorre é que eu não sou a única nessa situação. Ando vendo muita menina por aí se esforçando, tirando de onde não tem só pra garantir aquele produtinho maravilhoso que a blogueira jurou ser super legal e eficiente. Não quero, de modo algum, denegrir a imagem das blogueiras, até porque eu sou uma e vez ou outra mostro aqui as coisas que adquiro. Elas (não eu) algumas vezes são pagas pra darem suas opiniões e encherem a bola de um determinado produto. Assim, os leitores acabam caindo nessa rede de que tudo o que elas juram ser maravilhoso, eles terem de comprar também.


Muita gente pode ainda não ter identificado a real gravidade da questão, mas como administradora graduada que sou e minha experiência como consultora em micro-empresas, garanto que isso é uma coisa bem perigosa. Tem gente por aí se sacrificando de maneira terrível apenas para estar antenada e ter o produto que é tão famoso, ou aquele livro que acabou de sair. E não pode ser assim, definitivamente. Saiba que você não pode se sentir obrigado a ter aquele determinado objeto e que não é a aquisição dele que fará de você uma pessoa atualizada com a moda.


No meu caso, eu comecei a perceber que a situação estava me fazendo mal. Se eu não podia ter esse ou aquele produtinho, ficava triste e revoltada, porque pensava que estava fora das minhas mãos aquilo que poderia me deixar mais bonita ou mais informada. Vi que aquilo estava se tornando constante, então foi aí que a bigorna caiu de vez sobre minha cabeça, e percebi que a situação estava fugindo do meu controle. Logo, parei de me preocupar. Eu não podia ficar gastando aleatoriamente meu dinheiro (que já não é muito) em coisas que muitas vezes eu compraria apenas pra entucar dentro do armário e até esquecer que o tinha comprado um dia. Isso ficou mais nítido com a questão dos esmaltes. Muitas vezes eu comprava em torno de seis ou mais vidrinhos de esmaltes por semana. E olha que não é um produto tão caro, mas que com certeza, pesava no meu orçamento e pra quê? Esmalte é um item que demora horrores pra acabar, mas em compensação ele tem data de validade e perde sua textura original muito rápido. Dessa forma, eu estava gastando com produtos que até hoje perambulam pelas minhas gavetas e muitas vezes, não os uso como deveria. Prova mais do que suficiente que poderia ter usado o dinheiro com coisa bem mais útil.


O que eu quero deixar claro com isso tudo é que não somos, de forma alguma, obrigados a comprar tudo o que blogueira essa ou aquela indicam. Não precisamos, para estar na moda, necessariamente ter aquele rímel da última estação e que custa horrores de dinheiro, nem ler aquele livro que saiu essa semana e que mesmo que não seja assim tão caro, vai atrapalhar as nossas contas. Não podemos de maneira nenhuma ficarmos tão reféns desse tipo de consumismo, que só nos leva para essa dependência ridícula, no qual deixamos os nossos principios de lado, e principalmente, a nossa situação financeira. É legal ver dicas na internet? Sim. É legal ter a opinião de alguém que entende do assunto e vez ou outra adquirir algo que vá nos beneficiar? Com certeza. Mas não se pode fazer disso um vício, não se pode deixar de lado quem você realmente é, pra tentar se igualar com o que blogueiro ou blogueira demonstra em seus espaços virtuais.


Assim, meus queridos bagunceiros, acaso estejam passando por situação semelhante a minha, peço que se auto-avaliem. Vejam se estão se tornando reféns desse modismo, se estão tendo prejuízos com isso, e principalmente, se estão deixando de lado as coisas que vocês gostam, apenas para se equiparar com a vida da galerinha da internet. Não é por aí. Vocês precisam saber, antes de tudo, que dinheiro é algo para se investir e não simplesmente gastar. Leia-se investimento como algo que lhe trará um benefício agora e a longo prazo, e gasto como algo que provavelmente só gerará um prazer momentâneo e logo em seguida, arrependimento.


No mais, saliento que todas as minhas dicas sobre quaisquer assuntos, principalmente minhas compras, são postadas aqui no blog apenas de modo a compartilhar com vocês algo que gostei e achei interessante. Não se sintam de forma alguma, obrigados a adquirir esse ou aquele produto apenas porque eu indiquei. Façam suas escolhas sozinhos. Os blogs são meios muito bacanas de informação e entretenimento, assim, não faça deles um guia extremo para a sua vida. Quem tem que decidir o que é melhor ou pior pra você é somente você e não quem está digitando do outro lado do computador.

Bom, acho que deixei meu conselho em forma de desabafo. Espero que sirva de alerta pra alguém.

E pra quem se interessar mais sobre o assunto, achei um artigo acadêmico muito bom na internet nesse link AQUI.

Bjoks

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