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06 outubro 2012

EU VI #15: O Homem do Futuro

Dando um intervalinho básico na Maratona Christian Bale, o EU VI de hoje traz um filminho muito do legal que eu vi esses dias e fiquei completamente encantada. E ele consegue ser ainda mais legal justamente pelo fato ser ser brasileiríssimo !!!

Sei bem que ainda há um certo preconceito acerca dos filmes nacionais, só que depois de Cidade de Deus ter se saído tão bem em nível internacional, e logo após Tropa de Elite ter se tornado um marco na história do cinema brasileiro, temos que ser coerentes e passar a observar a dramaturgia nacional com mais cuidado e carinho. Até porque, não vivemos apenas de comediazinhas toscas que são moldadas apenas para gerar bilheteria. Temos boas histórias contadas nas telonas e penso que o cidadão brasileiro está percebendo isso e se preocupando em valorizar cada vez mais a cultura do país e consequentemente, privilegiar seus artistas.

O filme de hoje é uma comédia romântica com uma pitada de ficção científica que pode parecer bem clichê de filme adolescente americano e tinha tudo pra dar errado, a não ser por contar com elementos de sucesso cruciais. Porque, afinal de contas, um filme que tem Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luísa Mendonça no elenco e uma trilha sonora regada à Legião Urbana tem tudo pra dar super certo, né ? No mínimo, vai ser bem divertido.

Primeiro, a sinopse:


João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi humilhado publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas quando ele retorna, descobre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem que para isso tenha que voltar novamente ao passado. Será que ele conseguirá acertar as coisas?




Trailer:



Com um quê de De Volta para o Futuro e mais um bocadinho de mesmices que vemos por aí nas comediazinhas sci-fi americanas, O Homem do Futuro, como eu disse, tinha tudo pra ser um fiasco. Mas juro, galere, acho que não tinha ficado tão apaixonada por um filme nacional desde Lisbela e O Prisioneiro e toda aquela fofurice vivida pela Débora Falabella e o Selton Mello. Foi tipo... Fiquei totalmente abobada quando o filme acabou, olhando os créditos passarem, cantando Legião Urbana mais com o peito do que com a voz (se é que é possível). E tudo isso, se deve ao fato dessas pequenas coisinhas mágicas chamadas bom roteiro, boa direção, excelentes atores e trilha sonora de arrepiar.


O filme é uma comédia romântica, ponto. Trata da história de João que é aquele típico nerd da faculdade, com problemas de relacionamento e que gagueja sem parar. Ele tem um melhor amigo que é super boa gente e divertido e acha que não precisa mais que isso. Mas João tem a infelicidade de se encantar por Helena, a Rainha da Faculdade. Isso muito provavelmente é a coisa mais estúpida que ele pode fazer, mas o pobrezinho não tem domínio dos seus sentimentos, principalmente quando a moça solicita algumas aulinhas particulares de Física com ele. Abre aspas para a fotografia do filme nesse momento que é mesmo impecável...


João e Helena começam uma amizade bem fofa, mas Helena já tem um namorado, um sujeitinho bem arrogante e idiota. João não quer interferir na vida dela, afinal, ele reconhece seu lugar na sociedade e como funcionam as coisas para caras como ele. Mas nem por isso o romancezinho não vai pra frente. E é numa festa na faculdade que a vida de João vai ter seu destino traçado. Um momento de glória e em seguida uma humilhação pública daquelas de jamais sair da memória.


Vinte anos depois, João, agora chamado de Zero, é um cientista frustrado com a sua própria realidade. Nunca se conformou com o rumo que a sua vida tomou e passa a maior parte do tempo culpando seu passado grotesco por ter lhe enfiado nessa situação caótica. Ele, junto do amigo Otávio, estão estudando uma maneira de criar um novo tipo de energia, algo que ele precisa que seja importante, uma coisa para mudar o mundo. Mas numa dessas experiências, João acaba mesmo é viajando no tempo e voltando para aquele fatídico dia em que aquela tenebrosa festa na faculdade arruinou a sua vida. E quando ele vê a chance de fazer tudo diferente, não pode deixar passar.


O que acontece a partir daí é mais ou menos aquela historinha de sempre de viagens no tempo, de como o futuro e o passado se entrelaçam e coisa e tal, chega a ser previsível. Mas é nesse ponto que um roteiro bem escrito faz a diferença: a coisa não fica demasiadamente clichê, e o enredo se torna gostoso de acompanhar. Sem falar que o filme é repleto de frases legais, dessas que a gente acaba guardando pra sempre na memória, quase como bordões:

- O amor, o ódio existem… Eles são concretos… Eles precisam… Fazem parte da equação geral do universo. 
- Você tá querendo provar que o amor existe?
- Eu sei que ele existe.
***
- Calma. Eu preciso que você fique absolutamente calmo e confie em mim.
***
- Você tá me pedindo pra eu desistir dela? 
- Não, eu tô te dizendo o jeito de ficar com ela.
***
- Talvez a gente ainda se encontre nessa vida. Porque eu te digo… Eu te amo tanto hoje, quanto eu te amava essa noite.
 ***
 - Você vai ser um homem maravilhoso... E você... Você é o tipo de homem que vale a pena esperar.
  ***
- Ei, Astronauta! Você precisa parar de beijar a minha namorada!
***
- Você vai ter que ser forte. Vai doer. Mas você vai aguentar. Não tem jeito: não há vida sem problemas.
***
- Algumas coisas foram feitas pra dar errado, mas são tão necessárias quanto as coisas que vão dar certo.


Em particular, tem uma cena muito legal do Wagner Moura em um dos seus três personagens que logo me fez lembrar daquela célebre frase do nosso querido e poderoso Capitão Nascimento- Sabe voar, estudante?! Assistam e confiram... 


Por falar em Wagner Moura, tenho que deixar bem explícito aqui o quão perfeito é o trabalho desse ator. Ele consegue fazer um nerdezinho muito fofo, um homem lunático e logo então, um cara mais centrado de maneira espetacular. Difere demais do seu personagem tão idolatrado do BOPE e é desempenhado com uma desenvoltura de mestre.

E por fim, tenho que bater palminhas de pé para a trilha sonora fantárdiga, com direito à Creep cantada pelo Wagner, e Tempo Perdido do Legião sendo A Música forever and ever de tão linda .

Agora... Momento Janne #DemênciaModeOn: Assisti ao filme assim... 3 vezes. Seguidas.
Tá, podem frescar da minha bela carinha à vontade.

E pra concluir, deixa eu ir ali ouvir Tempo Perdido pela 52139821º vez.



Corram pra assistir o filme, meu povo!!!

Depois volto com o restante da Maratona Christian deuso Bale, prometo!!!

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