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19 dezembro 2012

Letras ou Números? Eis a questão...


Pra quem ainda não se deu ao incrível trabalho de ler o meu perfil ali no canto, revelo a vocês que sou uma estudante de Letras. ÓOOHHH... Sensacional! E Letras com habilitação em Inglês ainda por cima... ÓOOHHH... A descoberta do século!

Tá, piadinhas sem noção a parte, quero dividir com vocês uma dúvida que vem me angustiando ultimamente. O fato é que amo Letras, tanto o curso como a vida do Letrado. Sou fã de Literatura, tenho um víciozinho em sempre tentar aprender outras línguas e enfim, gosto de tudo relacionado a esse universo, mesmo tendo muita coisa pra aprender ainda, afinal só estou no primeiro período da graduação. Mas o mundo das palavras não é exatamente tão simples ou tranquilo como essa mera mortal aqui imaginava...


Sim, em toda festa tem que ter a parte da bagaceira, se é que vocês me entendem. E eis que agora em pleno primeiro período do curso já estou começando a rever meus conceitos sobre o incrível e inabalável amor pelas palavras. Fatos a se considerar: primeiro, Letras é um curso para quem realmente gosta de ler - não me diga que faz Letras e não suporta ler, porque estará mentindo descaradamente - e segundo, apesar de não parecer a princípio, é um curso que faz a pessoa pensar e pensar e pensar mais um trilhão de vezes para se chegar numa resposta que provavelmente não estará 100% certa. Então, caro colega, se você está pensando em cursar Letras, seja em qualquer habilitação, se prepare para tentar unir o seu tico e teco e fazer com que eles trabalhem em frequência violenta até a completa exaustão.


Mas aí tem a questão: e por acaso os demais cursos não estimulam você a pensar, Janne? Ficou doida? Tá dizendo que só Letras é que faz isso, criatura? Não, não... Não me entendam mal. Até porque eu já fiz outro curso, sei como funciona a paranoia toda. O muído é que os cursos da área de Humanas são muito mais subjetivos, exigem um nível de raciocínio um tanto cruel, pois o ser humano num geral não está acostumado a fazer determinados questionamentos e muito menos a tentar respondê-los. E é exatamente nisso que as Ciências Exatas me cativam: elas são objetivas - há uma única resposta certa para as "inquietações", mesmo que o caminho para chegarmos nela seja um tanto trabalhoso.

E é com essa teoria que me ponho numa balança sem saber pra qual lado devo cair mais... Se Letras ou Números. Tendo por base que sou uma pessoa completamente humanística, que pra mim é sempre mais fácil pensar de maneira social, como de repente, posso sentir tanta saudade da objetividade limpa e crua dos números? Se isso está ocorrendo com você também, deve saber pelo que estou passando.


É uma dúvida que não necessariamente tem que ser respondida agora, confesso. Ainda estou no começo do curso e sentindo a adrenalina de fazer algo novo e instigante. Mas penso que pra decidir de uma vez a minha vida profissional e saber em quê focar, tenho que botar a pestana pra queimar e entender do que eu gosto realmente. Sou formada em Administração, algo que é prático e dinâmico, evolui toda hora e que você aprende mais botando a mão na massa do que trancafiada numa sala de aula. Quer dizer... Pelo menos no meu curso a gente tinha mais trabalho fora do que dentro da universidade... E daí quando vou tentar comparar um curso com outro (como se tivesse comparação!) fico com receio de ter feito escolhas erradas, me equivocado. E me volta a questão de sempre: Letras ou Números????


Pode ser que eu ainda passe um bom tempo tentando entender isso, pode ser que nunca entenda e fique em cima do muro, fazendo uma coisa aqui e outra ali. No fim, acho que tenho mesmo que me reconhecer como uma pessoa que é na essência uma generalista, que gosta de tudo um pouco, e muito de pouquíssimas coisas. Preciso assumir que as letras e os números farão parte da minha vida e que me saio melhor assim, quando me estressar com um vou correndo desesperada em busca do outro. Talvez seja esse o significado do termo "identificar sua personalidade". E isso serve pra você que vai prestar vestibular e ainda está em dúvida sobre qual curso escolher. Entenda apenas uma coisa: um estudante do ensino médio, no auge de seus 16, 17 anos não tem capacidade alguma de definir seu futuro com uma mera escolha de curso. E como diz aquele texto citado pelo Pedro Bial, Filtro Solar, tem gente que chega aos quarenta anos ainda sem saber o que fazer da vida. E mesmo que você escolha um curso que é sua verdadeira paixão, há uma forte probabilidade de durante o terceiro ou quarto período você pedir uma reopção.

E se isso vale pra você, vale pra mim também. Penso que o que realmente importa é estarmos felizes com nossas escolhas, mesmo que em meio a dúvidas. Se você gosta de fazer várias coisas, provavelmente você se tornará um bom profissional nelas, com tanto que haja esforço e dedicação. O importante mesmo é ter a oportunidade de aprender coisas novas e se tornar um ser humano mais consciente do mundo em que vive e mais responsável e menos influenciável. Se isso ocorrerá no ramo das Letras ou dos Números, tanto faz.

E é só por hoje.

Inté, cambada! 

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