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22 janeiro 2013

Descobrindo o lado bom da vida...



Viver num mundo onde todos os problemas se voltam contra você e te faz entrar num maremoto de confusões de não saber como agir ou como resolver as situações é algo pelo qual todo mundo passa. Mas a linha entre o racional e o emocional é muito frágil e de repente, esses problemas acabam dominando cada vez mais o seu ser e te levando a cometer coisas que sequer imaginaria possível. Só que mesmo com todas essas dificuldades, você consegue enxergar pontos positivos em cada momento e tenta continuar a vida com uma energia boa, daquelas que te levam a acreditar em finais felizes.

Esse resumo pode ser muito bem o da sua vida ou o de qualquer outra pessoa por aí, mas trata-se de um apanhado geral de Pat Solitano, personagem vivido por Bradley Cooper no longa O Lado Bom da Vida, baseado no livro de Matthew Quick. O filme que estreia aqui no Brasil dia 1º de Fevereiro, já tem oito indicações ao Oscar, incluindo o de Melhor Ator para Bradley, Melhor Atriz para Jennifer Lawrence e Melhor Filme.


Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu absolutamente tudo na vida: sua casa, o emprego e a esposa. Deprimido, ele vai parar em um sanatório, onde fica internado por oito meses. Ao sair, Pat passa a morar com os pais e está decidido a reconstruir sua vida, o que inclui retomar o casamento, passando por cima de todos os problemas que teve. Entretanto, seu novo plano muda por completo quando ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma garota misteriosa que também tem seus problemas. É ela quem consegue fazer com que Pat mais uma vez se reconecte com a vida.





O texto de Quick parece ser realmente aquelas obras gostosas e divertidas de se acompanhar, onde você se vê perdido no imaginário interessante do autor e fica curioso para saber que fim terão esses personagens tão confusos e ao mesmo tempo, tão carismáticos. No entanto, ainda não li o livro e não posso dar a minha visão completa sobre ele. Assim, vamos nos ater ao filme que de tão elogiado, já vem angariando vários prêmios por aí.


A vida de Patrick Solitano Jr. ou simplesmente Pat é uma tremenda confusão. Ele está deixando o hospital psiquiátrico após oito longos meses de tratamento contra suas crises de fúria e retornando para casa. Esse transtorno chegou ao ápice quando Pat descobriu que sua mulher o traia e acabou deixando as coisas muito feias. Mas o tempo passou e Pat agora quer recuperar sua antiga vida, quer dar a volta por cima e reconquistar o amor de Nikki, sua ex. O problema é que Pat não entende muito bem porque tem de morar com os pais ou a necessidade de tomar medicamentos. Ele acha que está muito bem assim, afinal ele está agindo com delicadeza com as pessoas, perdeu peso e leu todos os livros que Nikki passaria para seus alunos.

Só que tudo ainda não parece ser o suficiente...


Só que no meio dessa retomada de vida, Pat conhece Tiffany, a viúva de um de seus amigos que morreu enquanto ele estava na clínica. Tiffany é aparentemente uma mulher deprimida, mas ainda assim, desbocada e não tem medo de enfrentar as consequências de seus atos. De início, Pat estranha esse comportamento ousado e irritante da moça, mas acaba sendo atraído pela personalidade confusa dela. E mesmo querendo se afastar, para se dedicar mais tempo ao seu plano de recuperar Nikki, Pat se vê envolvido na loucura surreal de Tiffany.




Nesse meio tempo, Pat precisa aprender a controlar seu estresse, a lidar com seu comportamento muitas vezes agressivo, a visitar seu terapeuta com frequência e manter-se firme na ordem de restrição policial que recebeu. Ainda por cima, tem de lidar com as constantes acusações de seu pai que o culpa de quebrar a sorte que a família dava ao time de futebol Eagles.



O filme é uma comédia romântica, ponto. Mas num estilo tão gracioso e envolvente como há muito tempo não se via uma. Além do mais, abordar esses quesitos de um casal com problemas psicológicos não é uma tarefa fácil, e no entanto, o filme consegue se destacar muito bem nesse aspecto, trazendo um Bradley Cooper bonitão e ao mesmo tempo, doce, divertido, alucinante, com um lado infantil que desponta a cada cena.


A personagem da Jennifer Lawrence também é carismática ao extremo. Ela dá vida a uma Tiffany louca e extrema, que não tem medo de falar ou errar, ela simplesmente vive. O seu drama é tão contido e de certa forma, tão exposto que faz com que a personagem tenha ápices de razão e loucura de forma bastante envolvente, sem pesar ou chocar o telespectador.


E a loucura desses dois personagens é que tornam O Lado Bom da Vida aqueles filmes de você assistir duas, quatro, ou quantas vezes mais forem necessárias e continuar achando lindo, fofo e divertido. O tipo de filme que faz você chorar com as risadas e rir com os momentos dramáticos. É aquele romance que parece não saber como se encaixar no mundo dos romances, e ainda assim o faz, e de maneira esplêndida.



A reta final da história leva Pat a ajudar Tiffany em um concurso de dança em troca de ela ajudá-lo a se reaproximar de Nikki. São momentos tensos, divertidos e incrivelmente bem interpretados pela dupla de atores. Cenas memoráveis que ainda trazem Robert De Niro, Jacki Weaver e Chris Tucker completando a família de loucos.

O Lado Bom da Vida fala sobre as intolerâncias do amor, e de como ele machuca. Mas que é possível mesmo assim conviver com essa dor e fazer as coisas melhorarem. E além de tudo, é um filme suave e intenso que leva você a aprender a ver que a vida, por mais incrivelmente louca e estressante que pareça, tem seus pontos positivos e suas partes interessantes. A única forma de lidar com isso é observando os sinais, e entendendo que o passado nem sempre é algo que devemos recuperar, mas sim, olhar adiante, e estar aberto a outras opções.


E pra concluir, o filme também tem uma trilha sonora bem lindinha, com Jessie J encabeçando a lista de canções com sua Silver Lining. Vale a pena dar uma conferida depois.

E já que a Jen e o Bradley conseguiram fazer um casal tão fofo e único nas telonas, inclusive ambos sendo indicados ao Globo de Ouro e ao Oscar, prometo um especial com eles essa semana.





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