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21 março 2013

EU VI - Maratona Adaptações dos Clássicos #01 - Jane Eyre

Por incrível que pareça, e por mais culta que eu me esforce pra ser, existem muitos clássicos do cinema mundial e da própria literatura que ainda não tive oportunidade de conferir. Coisas grandiosas como Bonequinha de Luxo e até mesmo outros livros da minha diva-mor Jane Austen só fui ver há pouco tempo. Mas estou cuidando de resolver esse probleminha, afinal como estudante de Letras que sou tenho por obrigação estar totalmente inteirada de muitas dessas obras. E foi por isso que parei de olhar feio para a literatura gótica e catei Jane Eyre para ver.

Sim, por enquanto só ver. Bonitinho na telinha já que teve uma adaptação primorosa de 2011 com a Mia Wasikowska dando vida a personagem principal. O livro fica pra um pouco mais tarde, pra quando eu parar de confundir de uma vez por todas as irmãs Brontë e entender que elas fizeram obras diferentes, apesar de serem bem parecidas...



O negócio é que Jane Eyre é mesmo um clássico absoluto da literatura mundial. Publicado em 1847, originalmente em 3 volumes, a história narrada por Charlotte Brontë dispõe uma garota que teve sua história de infortúnio, mas não se abalou aos desgastes da vida. Fala sobre a mulher como uma criatura que pode ser independente, e que não necessita viver em prol de um casamento satisfatório para conseguir ter algum respeito. Jane Eyre, a protagonista deste trágico romance, é uma mulher que está disposta a ser sozinha, sem se importar com o que outras pessoas podem pensar dela.

Mas não é do livro que venho falar, afinal, nem li o condenado ainda.



E bem, é com ele que inicio a Maratona Adaptações dos Clássicos, êba . E antes de encher vocês com as minhas visões distorcidas e meus comentários tenebrosos, eis abaixo a sinopse e o trailer do filme:

Após uma infância triste, Jane Eyre (Mia Wasikowska) resolve se tornar uma governanta. Ele aceita um emprego no Thornfield Hall, onde conhece o misterioso e frio dono da casa, Sr. Rochester (Michael Fassbender). Aos poucos, eles se aproximam e Jane começa a se apaixonar pelo patrão. A jovem aproveita a recém descoberta felicidade, mas os segredos desse homem podem destruir esse sentimento.










Trailer:




Pra quem não é tão antenado assim em Literatura Clássica ou que nem curte muito esses filminhos épicos da boa e velha Inglaterra sombria e chuvosa, Jane Eyre pode parecer chato, mas vou lhe dar dois simples e excelentes motivos para, ao menos, tentar ver o filme. Primeiro, é que ele vai te deixar uma pessoa mais culta, por que afinal,  você vai poder gritar em letras garrafais aos sete ventos que assistiu uma adaptação de um clássico e isso é bem legal meeeesmo, e segundo, é porque o filminho conta com a presença esfuziante, delirante, mega-power interessante do Michael Fassbender. Tipo, é o Fassbeeeeeeeeeeeeender, minha gente (entenda a razão desse amor todo AQUI), então você tem que assistir, principalmente a mulherada muitoloca.


O filme tem aquele tipo de edição que traz cenas do presente primeiro, para logo em seguida começar sua jornada rumo ao passado, mostrando fatos importantes da vida da personagem-título. E como Jane Eyre é um romance-drama, tem pitadas gordas de mistério e mais um montão de coisa triste e sombria.


Jane teve uma infância sofrida, com muita humilhação e isolamento. Não era aceita em sua família e por muitas vezes, era mal tratada. E é em um desses casos que a garotinha é levada para um internato de garotas, onde as pequenas são treinadas para serem boas professoras, governantas, etc. E mesmo nesse lugar, Jane não tem a liberdade e felicidade que busca. Sua única amizade é levada embora, e sua solidão parece crescer com o passar dos dias. É uma personagem depressiva e que, por algumas vezes, é se torna fácil entender que ela realmente gosta de se sentir assim.

Quando Jane já é uma moça adulta, surge a oportunidade de trabalhar como preceptora de uma menininha na Thornfield Hall, casa do sombrio e misterioso Sr. Rochester.


Rochester, vivido pelo Fassbender, é um homem aparentemente amargurado e frio e que ocupa a maior parte de seu tempo em viagens. Mas ele se vê atraído pela reclusão de Jane, pela melancolia que ela demonstra e juntamente a isso, pela forma carinhosa e atenciosa que ela trata a pequena Adele.


Parece natural que um romance se inicie daí, mas tratando-se desse tipo de literatura gótica, podemos sempre esperar as velhas e boas cenas deprimentes e sofridas. Aliado a tudo isso, considere um pouco de paisagens nostálgicas e castelos sombrios e a incrível e chuvosa Inglaterra.


No entanto, Rochester tem segredos que nem mesmo Jane ousaria sonhar e a partir disso, a evolução da trama se desenrola mais angustiante. Jane também se descobre herdeira de um tio recém falecido e ainda precisa lidar com as constantes investidas de St. John Rivers, um homem que lhe prestou ajuda quando mais necessitou.


A fotografia do filme é uma coisa impecável. A sensação chega a ser tão nítida que por vezes imaginei estar realmente na Inglaterra do século XIX. Cenas lindas, bem feitas e juntando às interpretações dos atores, a coisa fluiu ainda melhor.


Posso garantir que quem gostou de Orgulho e Preconceito, Brilho de Uma Paixão e Amor e Inocência vai realmente se encantar com essa versão de Jane Eyre. É um filme riquíssimo, conta uma história bela e delicada, apesar do cenário mais nebuloso, e expõe um dos mais clássicos romances da história universal de forma surpreendente.


E pra quem for assistir: 1. Tenha em mãos um babador para as cenas do Fassbender, porque ôh homem, meu Deus!!! 2. A menininha que interpreta a Jane criança é bem a cara daquela atriz que fazia a personagem-título no filme que marcou a infância de todo mundo A Princesinha. 3. Deixem de ser chatos e comecem a gostar de filmes épicos também, parem de ver só filme de carros, lutas e super-heróis. #tenhodito



Outras imagens:





E é isso, galera. Logo, logo trarei outro filminho bacana que também foi inspirado em livros clássicos. Espero que tenham gostado.

Bjoks! 

Um comentário:

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