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13 março 2013

How to Ruin a Summer Vacation, por Simone Elkeles

Eu andava querendo reler esse livro, mas por conta da falta de tempo, fui deixando pra depois. Até que peguei um impulso dos bons e devorei novamente o danadinho em um dia e meio.

E além do mais era a oportunidade de lê-lo em português, já que a primeira vez eu o li foi em inglês (muito orgulho de mim...). Então fui eu lá relembrar a história da doida varrida da Amy Nelson e suas aventuras em Israel.

Outro livro da divônica Simone Elkeles, mesma autora da série dos Irmãos Fuentes, que já teve resenha de Química Perfeita aqui, e da série Leaving Paradise que também já teve resenha aqui.

Assim, simbora conferir.

“Ir para Israel com seu distante pai israelita é a última coisa que Amy quer fazer nesse verão. Ela tem certa aversão ao seu pai, ou chamado de doador de esperma, por ele aparecer raramente em sua vida. Agora, ela está indo para uma zona de guerra para conhecer uma família que ela nunca ouviu falar, onde ela será provavelmente convocada para o exército. E o pior, ela estará presa numa casa que não tem corrente alternada e que só tem um banheiro para sete pessoas no verão – sem melhor amiga, sem namorado, sem shopping, sem celular.”
Amy é adolescente mais afoita e eufórica que eu já vi em livros. Ela não mede a língua e não tem medo de ser ela mesma, sem nem querer pensar nas consequências. Até que ela se vê completamente perdida nessa viagem para Israel junto com esse cara que se diz seu pai, mas que ela só conhece como o Doador de Esperma.

Ele a forçou de última hora a ir nessa viagem sem sentido para conhecer sua avó que está doente. E Amy simplesmente surta, porque afinal de contas é Israel. Helloooo... Israel, uma zona de guerra! Esse povo não assiste os noticiários?? 

Sei que estou soando como uma louca de dezesseis anos agora mesmo, minha voz está um oitava mais alta que o normal. Não posso evitar e continuo falando.
— Vai me fazer ficar aqui e serei recrutada no exército, não?
Eu posso vê-los trocando as minhas Abercrombie & Fitch por uniformes. Meu coração está batendo rápido e pequenas gotas de suor começam a escorrer pelo meu rosto. Juro que não são lágrimas e sim gotas de suor.


O que Amy não sabe é que Ron, seu pai, não contou nada a sua família sobre a existência dela até hoje. Longos dezesseis anos e sua avó, rios e primos sequer sonham que ela existe. Como se já não fosse suficiente o fato de ela ser totalmente rejeitada e esquecida pelo pai, ainda tem que passar por isso. E abandonar suas férias de verão em prol desse lance idiota de viajar para um país onde o risco de ser morto no meio do shopping é bastante alto está corroendo toda a paciência e animação de Amy.


A única parte legal será conhecer Safta, sua avó. Porque foi muita injustiça de Ron ter tirado sua avó dela durante tanto tempo. Mas ao chegar e descobrir que irá viver num Mochav, esse tipo de comunidade que compartilham tudo, e que não terá internet, shoppings ou celulares é algo realmente preocupante. Além de tudo, ainda terá de compartilhar um único banheiro com sete pessoas e ter que suportar sua mais nova e antipática prima que por alguma razão já não gosta dela.

É assim que Amy percebe que viverá três longos e morosos meses num completo inferno. Se sua mãe não tivesse envolvida de modo tão ridículo com esse novo namorado dela, talvez conseguisse entender que Amy não queria estar nesse país assustador junto com esse sujeito que se julga seu pai.

Mas Amy não sabe que a aventura da sua vida está apenas começando...

Começo a me afastar. Infelizmente o cachorro me persegue.
— Argh! – diz a coisa de novo.
Continuo andando.
— Não sabe que os cães dizem “ruff”, não “argh”? – pergunto — Está tentando ser um pirata?
O cachorro responde com outro “Argh”, esta vez mais forte que a última, como se estivesse tratando de me chatear de propósito. Hey, depois do dia que estou vivendo, não duvidaria.
— Ruff! Ruff! Ruff!


Os dias naquele lugar que mais lembra uma fazenda se tornam bem tediosos. E Amy ainda tem que suportar as caras feias de sua prima O'snot. E como se não bastasse, os amigos de sua prima são até legais, com exceção daquele sujeitinho metido e arrogante chamado Avi que parece fazer de tudo para implicar ainda mais com ela.

Amy acaba se envolvendo de algum modo com essa turma e aprendendo um pouco sobre a cultura e forma de pensar daquele país, principalmente essa coisa assustadora que é o alistamento dos jovens no exército. 


No entanto, as coisas nem são sempre tão fáceis. Afinal, Amy é a rainha de se meter em roubada e pagar mico. Ela tenta se socorrer com as lembranças de sua amiga Jessica que é judia e sempre tinha coisas boas a falar sobre Israel, mas ainda não é o bastante. Sua saudade também se volta para o seu recente namorado Mitch que ela deixou em Chicago sem sequer se despedir.

Essa viagem começa a ficar tortuosa e aflitiva, mas Amy é dura na queda. E mesmo passando por dificuldades, a garota é chapa quente. O livro tem essas tiradas legais e é um balde cheio de risadas.

Jessica nem sequer pensa que Mitch é lindo. Ela disse que ele lembra um caniche empastelado. Todo mundo tem direito a uma opinião. Mamãe sempre disse: “As opiniões são como bundas, todo mundo tem uma e todo mundo pensa que a do outro fede. — É correto.


O ponto alto é a mudança pela qual Amy vai passando aos poucos. Conhecer sua avó, brincar com seu primo pequeno, e aguentar seu novo cachorro é uma das partes fáceis, mas ter que reencontrar seu pai e estabelecer um relacionamento maior com ele é um pouco mais complicado. E Amy, aos poucos, vai deixando certas futilidades de lado para se ocupar de coisas que nunca consideraria divertidas antes.

E bem, tem esse garoto Avi. Esse que tira toda sua paciência, mas em compensação é o garoto mais lindo e charmoso que ela já conheceu na vida.


Avi... Ah, Avi...

— Você está muito emocional para não se envolver. Você nunca poderia ter um lance de verão. Não da maneira que tem sido entre nós, pelo menos.
— Então que tal terminarmos isso quando essa pequena viagem de aventura acabar. Se você quer ser um covarde pelo resto de sua vida, continue. Mas se você quer ter um tempo ótimo com uma garota foda, você terá que enfrentar seus medos. — Eu quero dizer por favor, por favor, por favor, mas não faço. Olha, uma garota precisa ter um pouco de dignidade se ela é rejeitada pelo cara de quem ela gosta.
— Quem é a garota foda? — ele pergunta, fingindo procurar por uma.


Tenho que revelar que essa uma das partes mais fofas do livro e que garante cenas hilárias, porque afinal, a Amy é uma doida precisando de freios. Mas esse sujeito de pele bronzeada e olhos castanhos sedutores consegue mostrar pra ela coisas novas e surpreendentes sobre seu país, sobre sua cultura, e principalmente sobre como as coisas não são exatamente como se vêem na televisão.

É um livro bacana, porque mostra um tema diferente dos que os YA's Books normalmente trazem. E é uma leitura bem viciante, garanto.


How to Ruin a Summer Vacation é o primeiro livro da Série Ruined da Simone Elkeles, e que ainda tem mais dois livros. Ainda não os li, mas logo que der trago resenha pra vocês.

Por enquanto, o único livro da Simone disponível à venda em português é Química Perfeita, e o segundo da série tinha estreia prevista para o ano passado, mas não sei o que houve que Editora Underworld adiou. A Simone tem essa escrita variando entre o gênero adolescente e o vocabulário mais pesado, dando versatilidade ao público que gosta dela. Particularmente, a considero uma de minhas autoras favoritas e quem já leu Leaving Paradise consegue entender porque seus livros são tão legais de ler. 

Série Ruined parece ser até então, a série relativamente mais light dela, o que não lhe tira o valor, vale salientar. 

E recentemente os livros dessa série foram lançados com novas capas, o que gostei muito, porque meu espírito leitora de romances de banca sempre me fazem gostar de capas com casais. E bem que achei esse bofe aí debaixo super parecido com o Avi que imagino.


Enfim, gente... Se você ainda não conhece os livros da Simone, tá aí mais uma opção pra começar a ler. Garanto que boas risadas você vai dar.


Fotos: Reprodução

Um comentário:

  1. Realmente parece interessante essa historia! Não conheço nenhum livro dela, vou procurar me inteirar! Bjs e valeu a dica!

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