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23 maio 2013

Procura-se um Marido, por Carina Rissi

Depois da leitura de Losing It da Cora Cormack eu andava meio romântica demais, então necessitava, digo NE-CES-SI-TA-VA de um chick-lit bem bonitinho pra espairecer. E não foi assim do nada que Procura-se um Marido surgiu na minha lista de leitura, não. Na verdade, isso foi muito devido à página O livro é legal, mas... no Facebook que sempre posta umas quotes bem instigantes.

De início não sabia que o livro era de autora nacional e qual foi a minha grata surpresa quando descobri. A Carina Rissi tem uma escrita gostosa, envolvente, divertidíssima e deixa o leitor muito fissurado por mais um capítulo sempre.

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.

Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.


Em Procura-se um Marido temos a louca da Alicia Moraes que é uma baladeira de carteirinha e que não está nem um pouco ligando para trabalho ou qualquer coisa que a prenda em algum lugar. O único que consegue manter um pouco de ordem e cuidado na vida da menina é o avô, Seu Narciso, um homem bondoso e que praticamente passou a vida inteira dividindo-se entre ser podre de rico e cuidar da neta problemática. Mas as coisas tendem a mudar na vida de Alicia quando seu querido avô vem a falecer e lhe deixa em uma situação nada agradável.


A partir daí vemos a protagonista entrar numa redoma de confusões e situações hilárias, como ser obrigada a trabalhar e ganhar um salário ridículo para se sustentar já que seu avô bloqueou sua herança, andar de ônibus, vender seus bens para conseguir mais dinheiro e procurar um sentido menos banal para sua vidinha desmotivada. Junto com Mari, sua boa e velha amiga de guerra, Alicia promete render muitas risadas ao leitor.



Mas o ápice da história vem com a ideia nada inteligente de Alicia de arranjar um marido nos classificados para poder burlar o testamento do avô e reaver sua herança. Totalmente avessa a ideia de casamento, Alicia acha que conseguirá fazer um negócio lucrativo ao alugar um cara que tope ser seu marido de fachada por um ano inteiro, até que o prazo estipulado no maldito testamento termine. E é nessa confusão sem tamanhos que surge Max.

Max é o cara alto, lindo e ranzinza que trabalha no Setor 9 da L&L Cosméticos, uma das empresas do velho Narciso e onde Alicia está servindo de escrava. Max é autoritário, desbocado e adora encher o saco da garota. E é nessa trocação de farpas que as coisas começam a esquentar muito entre eles.

"Cruzei os braços sobre o peito. Por alguma razão, aquele estranho mal-educado me deixava inquieta.
- Sensacional seu pedido de desculpas, camarada.
- Max – ele disse, colocando as mãos nos bolsos da calça e atraindo meu olhar quase que instantaneamente para seus quadris estreitos, o volume na... Desviei os olhos rapidamente.
- Hã? – perguntei
- Meu nome é Max.
- Max? Tipo 'Vem aqui, Max?' – provoquei.
Ele pareceu constrangido.
- Não. Diminutivo de Maximus."



A protagonista é do tipo afiado e que tem sempre uma resposta pronta pra qualquer situação. Isso torna o livro muito gostoso de ler e acompanhar a saga Alicia Max versus O Mundo é muito interessante, afinal de contas, é incrível o poder de se enfiar em confusão que a garota tem.



A Carina realmente me surpreendeu com sua escrita fácil, rápida e muito eficaz. Ela torna o livro uma leitura tão gostosa que você não quer largar o livro até ler o próximo capítulo. E tem sempre umas tiradas bacanas, cheias de sarcasmo e pitadinhas humoradas típicas de um chick-lit.

"- Meninas, que dia maravilhoso! Perfeito para uma caminhada – exclamou Ana, passando pela porta da cozinha com sacolas cheias de frutas penduradas nos braços e alguns envelopes nas mãos. – Ainda bem que eu só tenho paciente às dez hoje. Que caras são essas? O que vocês estão tramando para o final de semana? – ela colocou as sacolas sobre a mesa.
-Ainda estamos decidindo – respondeu Mari.
Sim, ainda estamos decidindo. Talvez eu me case, ou talvez pinte as unhas de azul. Não sei bem."



Num contexto geral, Procura-se um Marido é daqueles livros bem O Diário de Bridget Jones, que deixa nós leitores famintos por mais história. E acompanhar o romance tumultuado de Alicia Max até faz lembrar um pouco a coisa maluca de Bridget e o Sr. Darcy!

"Eu mal respirava. Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva."

Além de tudo, o que falar do tal do Max?

Ah, Maximus! O mocinho é tão bem escrito, tão bem detalhado e requintado que dá pra ficar boas horas babando por ele. Só achei que ficou faltando um pouco mais do ponto de vista dele, mas tudo bem...

"- Você está bem? Aconteceu alguma coisa? – preocupado, seus olhos buscaram os meus.
- Eu... - O que eu tinha ido fazer ali mesmo? Ah, é – Barata! Tem uma barata no meu quarto. Enorme. Desse tamanho! – abri os braços para ilustrar melhor.
Max franziu a testa, relaxando, os olhos divertidos.
- Tem certeza de que não era um tatu? Nunca ouvi falar que baratas possam atingir essas proporções – riu.
- Ah, era imensa! Maior que um rato. Talvez até fosse um rato. Não vi direito. Eu não volto para o quarto enquanto aquilo estiver lá – impus.
- Eu vou salvá-la, frágil donzela! – ele brincou, alcançando a camiseta cinza puída e passando-a pela cabeça, acabando com minha linda vista panorâmica. Rapidamente se enfiou em meu quarto. – Onde foi que você viu a barata?
- No chão. – Ah. Brilhante! – Perto da cama. Ou talvez perto da cômoda. Não sei bem. – Era difícil precisar onde poderia estar minha barata imaginaria."


Por fim, posso dizer em letras garrafais que AMEI o livro. Divertido, simpático, emocionante e que tem toda magia de uma leitura voraz. Achei que a Carina poderia ter destrinchado melhor algumas partes, se concentrado mais em alguns aspectos da escrita do que apenas nas falas dos personagens, mas num geral, a leitura flui maravilhosa. O chick-lit é mesmo ótimo e muito semelhante às obras gracinhas da Sophie Kinsella.

Dica boa de música pra acompanhar a leitura? A Carina disponibilizou no site dela a playlist do livro e tem um montão de canções bacanas, ênfase para Brick By Boring Brick do Paramore. Corre lá pra conferir!


Livro recomendadíssimo! Vamos prestigiar mais os nossos autores nacionais, porque tem muita gente boa e talentosa por aí. Procura-se um Marido é fofo, lindo e gracinha (e tem uma capa mara também!). Gostei tanto da autora que já catei o outro livro dela, Perdida, pra ler. Trago resenha dele por aqui outro dia.

Bjoks, galera! 

2 comentários:

  1. Ahh que pena! Achei que vc havia visto essa resenha no meu blog! Kkkk

    Eu adorei essa leitura tb! Muito gostosa e leve! Bjs

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    Respostas
    1. Vi a resenha no teu blog tb, Camilinha, mas só depois q já tinha lido o livro. Acho que comentei por lá, não?
      Mas a história não é tudo de bom? Vc tb ñ quer um Max de presente? rsrsrs

      Excluir

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