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11 julho 2013

Cherry Lips


Sempre fui uma amante dos batons... É, sempre gostei das cores, da feminilidade e do ar glamouroso que o produto consegue dar em nossas faces tão maltratadas de estresse, cansaço, ressecamento e coisa e tal. Mas apesar de vivermos num mundo tão democrático e diversificado na questão de beleza (claro, com algumas exceções), o batom ainda é mal visto, é mal interpretado de alguma forma. Tem quem não viva sem, tem quem sequer pode imaginar usar um. É da vida...

O termo batom surge do francês bâton, que significa bastão mesmo, embora a palavra batom em francês seja rouge à lévres. O uso do cosmético, no entanto, surgiu há mais tempo, na época em que pintar os lábios tinha toda uma conotação sexual, e a maioria das usuárias eram prostitutas. E advinha só qual era a cor em destaque? É isso aí, vermelho paixão.


Mas como eu estava dizendo, sou uma amante dos batons. E batom vermelho tem todo um lugar guardado no meu coração (independentemente da conotação sexual, viu?). Acho chique, acho glamouroso, acho estonteante. É o tipo de cosmético que você usa porque precisa se sentir bem, precisa melhorar seu dia, precisa repaginar. E é difícil conseguir o mesmo efeito com apenas um glossinho ou um protetor labial.


Quando eu era mais nova, lembro de minha mãe usar batom vermelho somente em ocasiões especiais, tipo festas e eventos importantes. Era uma motivação diferente, você precisava estar no clima do batom encarnado. E além de tudo, usar batom vermelho no dia-a-dia era coisa de gente vulgar. Hoje as coisas andam diferentes, o batonzinho popularizou outra vez, conheceu o mundo e muitas bocas. 

Mas eu tenho uma visão um pouco oposta dos rumos modernos.

Batom vermelho é riqueza! Então você precisa estar montada na riqueza pra sair desfilando ele por aí. E quando falo de riqueza, é atitude e sofisticação. Pense comigo: você se comporta de uma forma quando está de jeans e tênis e de outra bem diferente quando usa saia e salto. O batom vermelho é como o salto alto, você tem que saber calçá-lo e andar com ele sem tropeçar, você tem que saber ser elegante, ter firmeza e confiança para dar cada passo sem parecer tola.

O batom vermelho é a roupa de festa, aquela que a gente escolhe para uma ocasião especial e engoma várias vezes para não criar vinco e ainda fica com medo de que ela amasse depois.



É por isso que acho que o batom vermelho foi feito para muitos, mas não para qualquer um. Temos que saber usá-lo, vesti-lo, apresentá-lo. E quando retornamos à sua história, vemos que o batom carrega um estigma de instrumento cruel, usado para o poder e manipulação, sendo assim, nada mais justo que quebrar essa visão errônea nos dias atuais, não acham?

O batom tem que ser a joia e não o acessório.


Por algum tempo eu fui preconceituosa com cores. Tá, o vermelho passava longe da minha lista de preferidos. Sempre fui mais adepta dos rosinhas, dos brilhinhos, uma cor de bronze aqui e ali, sempre marcando mais os olhos que a boca na maquiagem. Mas a gente cresce e do dia pra noite as coisas que antes eram chatas passam a ser interessantes. Hoje não ando sem ao menos um batom na bolsa. Na realidade são três, sem contar o hidratante labial.


Talvez o batom vermelho tenha mesmo arrumado o lugar cativo no meu coração, talvez seja uma fase, talvez seja pura modinha. Mas o tenho usado com mais frequência que o permitido. Se durante o dia ou à noite, o que vale é estar tudo impecável e no tom certo. Muitas marcas se aproveitaram do boom do vermelhinho para lançarem seu hit. Porque quem é que não ama um Ruby Woo aí, hein?


Daí as coisas foram evoluindo e os vermelhos migraram para os uvas, os ameixas, os bordôs e sabe Deus lá o que mais. Tem gente que já consegue andar com batonzão preto na rua e achar super normal. Mas essa febre ainda não me pegou, garanto.


Combo perfeito para toda vida? Batonzão rubro e delineado gatinho. Chique, simples, fatal. O estilo pin-up nunca fica batido e é mais glamouroso do que sair tacando quilos de maquiagem no rosto pra esconder as imperfeições. 


Mas lembrem somente do ponto principal dessa questão: os cherry lips são obras de arte. Precisam de talento, cuidado, atenção e muito esforço para atingirem o nível de mercado e chamar a atenção. Usar batom vermelho requer treino, assim como qualquer outro batom de cores fortes, que sujam fácil e borram muito.


Assim, trabalhe o lápis labial, conheça o formato da sua boca, veja o que fica legal e o que não fica tão bom. Experimente. Você pode não usar um brinco incrível, um colar perfeito, ou ter olhos com cílios gigantes, mas se o batom estiver impecável, tudo estará nos conformes.

E antes que saia copiando qualquer make tentador dos badalados blogs de moda e beleza, saiba primeiramente o que fica bem em você. Não é qualquer batom vermelho que vai combinar com seu tom de pele, e além disso, há de se observar também o horário a ser usado. O dia requer um tom mais claro, mais alaranjado, um efeito matte. A noite já requer mais brilho, mais intensidade, ou simplesmente um traço mais marcado.


E depois de todo esse blablablá, defina seu vermelho ideal. Porque todo mundo tem um vermelhinho pra chamar de seu, né? 


AQUI a Julika do All My Looks mostra um tutorial bem bacana de como aplicar um batonzão vermelho sem ficar manchado, borrado ou esquisito. Se joga!


Imagens: Pinterest

3 comentários:

  1. Oi Janne, tudo bem?

    AH eu amo um batom vermelho. Até agora só me arrisquei com o tom mais claro de vermelho, mas ainda quero comprar um voltado pro vinho, sabe? Acho tão lindo!

    Beijos, Pah - Livros & Fuxicos

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    Respostas
    1. Ah, vinho, o tom exato!
      Vinho combina praticamente com todo tipo de pele, toda cor. Tons de ameixa também são a cara da riqueza! Me acabo num batom, aff, rsrsrs.

      Excluir
  2. Nossa vc escolheu fotos magníficas mesmo!
    Eu adoro vermelhão assim! Acho chic e sexy, mas tem que ter cuidado para usar certo né?!
    Adorei esse post!

    Tem sorteio rolando lá no blog! Participa lá se puder! Beijão!
    www.vidacomplicada.com

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