Menu

17 outubro 2013

EU VI - Maratona Adaptações dos Clássicos #03 - Romeu e Julieta (1996)

Ok, vocês podem como sempre me criticar pela minha total e completa falta de regularidade nos posts do EU VI, principalmente quanto às maratonas. Podem dizer que ando relapsa, desorganizada e que não cumpro minhas promessas direitinho, e que ando até parecendo político. ASSUMO! Tô um caos completo com as postagens, não sei mais o que fazer. Mas hora ou outra uma brecha surge e eu venho aqui dizer hello pra vocês. E hoje mais do que sagradamente eu decidi tirar do fundo da cova a minha queridinha maratona dos clássicos que ainda não acabou.

Depois de Jane Eyre e Bonequinha de Luxo, ainda tem mais 3 filminhos lindos à espreita e eu vou correr contra o tempo e contra a minha preguiça e atualizar tudo pra ontem. E pra voltar a ativa eu tive de buscar inspiração da raspa do fundo do mais esquecido canto do cérebro, e decidi trazer meu amadinho, queridinho, fofo de toda a vida, Romeu e Julieta. Porque um clássico nunca é um clássico quando você não consegue pensar em Shakespeare, e eu não penso em Shakespeare sem pensar nesse amor tão trágico, melodramático e absurdamente lindo do casal de Verona.

E pra provar que sou fã da história, tenho até o livrinho - essa edição da Scipione com lindas artes nas páginas - e que já li e reli tantas vezes que o coitado é todo marcado, manuseado, sofrido, cheio de grifos. E pra a adaptação de hoje, eu resolvi sair do lugar comum e não trazer a aclamada versão de 1968 do Franco Zeffirelli, apesar de eu amá-la por demais. Essa vai ficar pra outro dia, ok? Hoje, teremos a delirante, alucinante e cheia de cor versão do meu querido diretor Baz Luhrman de 1996 com Leonardo DiCaprio e Claire Danes dando vida aos protagonistas.

Let's go, everybody!



Uma das mais conhecidas histórias do escritor britânico William Shakespeare foi contada primeiramente entre 1591 e 1595, logo no início da carreira do autor. Pertencente à uma leva de romances trágicos, Romeu e Julieta se tornou um modelo que inspira amores e romances ao redor do mundo, sendo relembrado em várias versões de peças e filmes. A história de dois jovens filhos de famílias rivais e que se apaixonam perdidamente é entendida como o ápice da tragédia romântica. E a adaptação do visionário Baz Luhrman traz uma nova visão sobre esse casal imensamente apaixonado e com infeliz destino.


Filme norte-americano de 1996, um drama dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Leonardo DiCaprio e Claire Danes.
O roteiro, do próprio diretor e de Craig Pearce, baseia-se na obra de Shakespeare, porém ambientada em um ambiente contemporâneo (a fictícia Verona Beach, onde as famílias rivais Montéquio e Capuleto são impérios empresariais e as espadas viram revólveres fabricados pela empresa "Sword"), com basicamente os mesmos diálogos e versos da peça original.

Trailer:




Essa versão se torna incrível ao meu ver, pelo simples fato de explorar um Romeu e Julieta moderno, cheio de cores, de gírias e ação. A escolha do meu amado e querido para sempre e sempre Leonardo DiCaprio para viver o Romeu também foi bastante acertada na época, pois ele conseguiu captar toda a essência sofrida e desesperada do personagem e envolver o espectador.

Já a mocinha vivida por Claire Danes fez bem seu papel, mas ao meu ver, ela ainda soou mais uma garotinha assustada do que uma Julieta de verdade. Contudo, de acordo com os escritos de Shakespeare, o casal apaixonado era mesmo bastante jovem, então isso trouxe um pouco mais de realidade para a tela.


Diferentemente da versão épica, sonhadora e cheia de drama apresentada no passado por Franco Zeffirelli, esta de Luhrman é muito mais viva, com energia e movimento. No entanto, o texto com o vocabulário arcaico deu toda a dramaticidade que o clássico exige. Saímos da doce Verona na Itália para Verona Beach nos Estados Unidos e as duas famílias Montéquios e Capuletos são poderosos donos de empresas concorrentes. A rixa desenrola-se entre seus servos e a cidade está cansada de tantos atritos, tendo até já sido ameaçados pelo Capitão Prince, o chefe de polícia local.

O ambiente é regado pelo caos, a prostituição, drogas e violência deterioram o lugar e o que antes eram duelos de espadas glamourosos, agora deram espaço para brigas violentas com armas da marca Sword.


O enredo não muda muito e os personagens vistos no livro estão marcando presença, os amigos de Romeu, Mercutio, Tebaldo, a Ama e Páris. Bem como toda a encenação da festa onde os apaixonados se vêem pela primeira vez e a famosa cena do balcão feita de uma forma mais peculiar.


Vale salientar que o uso das cores durante todo o filme deu uma vida surpreendente à história e nos encantamos com cenas belíssimas, e apesar de ser um filme de 1996, nunca deixa de ser atual, podendo de repente ser passado com um filme feito ano passado. O que muda, é claro, é a carinha de adolescente do Leo DiCaprio.


Fazer um filme de uma história que serve de modelo e inspiração para várias outras histórias ao redor do mundo é um desafio e tanto, principalmente quando se tira algumas características primordiais da história original e resolve fazer adaptações. No entanto, refilmar Romeu e Julieta provavelmente deve ser como deliciar-se com um pote de sorvete de chocolate e crocante enquanto trabalha, porque é algo interessantemente fácil, e por outro lado, arriscado.

Achei a ideia do Luhrman muito criativa, ele conseguiu mostrar o amor e a tragédia desses dois jovens de forma atraente e encantadora, e até mesmo, conseguindo fazer com que a fórmula Romeu e Julieta também funcione nos tempos de hoje.


Se você nunca leu o livro, ou mesmo assistiu a algum dos filmes e não faz ideia do que a história de Romeu e Julieta se trata (isso é possível??), o enredo é tão simples como majestoso. Filhos de famílias rivais, Romeu e Julieta se encontram e se apaixonam à primeira vista durante uma festa na casa dos Capuletos, a família da moça. Preso pelo ensandecido amor, Romeu resolve ir em busca de sua amada e se declarar, mesmo sabendo que ela é de família inimiga. Os dois confessam seu amor e fazem juras, prometendo casar-se no dia seguinte. Quem serve de alcoviteiros para os dois é a ama de Julieta, uma espécie de babá e o Frei Lourenço, padre do qual Romeu tem uma sincera amizade.

De princípio, Frei Lourenço acha uma ideia absurda, já prevendo a guerra total entre as família, mas num lapso de esperança, decide ajudar os jovens, acreditando que no futuro esse laço poderia trazer a paz em Verona. Logo o casamento é realizado, mas uma séries de tragédias se desenrola. Após o casório, Romeu procura seus amigos, mas se depara com Tebaldo, primo de Julieta que em tom de provocação, inicia um briga. O duelo se estende e resulta na morte de Mercutio, melhor amigo de Romeu, pelas mãos de Tebaldo, e do próprio Tebaldo pelas mãos de Romeu que decide vingar a morte de seu amigo. O desfecho é Romeu ser banido da cidade pelo Capitão Prince, e logo começa o martírio do casal mais famoso de Shakespeare.

Após cumprir sua noite de núpcias às escondidas no quarto de Julieta, Romeu parte para a cidade vizinha, Mântua, em orientação de Frei Lourenço. Essa fuga dará tempo de convencer o Capitão Prince de que Romeu apenas agiu em defesa ao matar Tebaldo. Mas o que ninguém esperava era que o pai de Julieta marcasse o casamento da mesma com o jovem Páris. Desesperada por não querer um segundo casamento, Julieta procura o padre e ameaça se matar caso ele não a ajude. O padre encontra uma fórmula desesperadora, fazer com que Julieta se passe por morta para fugir do casamento, enquanto ele avisa a Romeu de todo o plano. E de fato, todo o plano ocorre da melhor forma, mas a mensagem não chega às mãos de Romeu e logo, ele acredita que sua amada está mesmo morta. Volta em desalento para Verona e decide se juntar à ela em seu leito de morte, tomando um veneno fatal comprado durante a viagem. Mas Romeu não espera que depois de ingerir o líquido, Julieta acorde mostrando-se tão viva quanto bela. Como já era muito tarde, ele não resiste e morre nos braços de sua dama. Julieta, no entanto, também não suporta e ideia de viver sem Romeu e com a arma dele, mata-se ali mesmo.

E bem... É exatamente isso - e com detalhes a mais - que se trata a história mais conhecida sobre o amor.


Então, depois desse post enorme, suspeito que agora é uma boa hora pra você conhecer (ou rever e rever) esse clássico da literatura mundial, que é mais do que simplesmente um romance trágico, mas um ponto crucial de cultura e ápice do trabalho de Shakespeare



O momento em que eu me apaixonei pelo Leonardo DiCaprio...



E vou tentar acelerar com o próximo post do EU VI, juro que não vou passar meses sem postar.

Bjoks, galera! 

Um comentário:

  1. Eu achei esse filme muito fofinho!
    Alias essa história rende excelentes adaptações!

    Beijos!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...