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10 janeiro 2014

7 Dias Longe da Cidade Grande - Embarcando...

Imagem: Reprodução

Arrumar as malas, escolher o essencial, separar aquilo que será útil pra te fazer sair da rotina estressante e costumeira. Longas horas espremida no banco traseiro, tentando sufocar a náusea, tentando pensar na chegada, na calma que encontrará lá. Todo mundo precisa de um ‘pause’ na vida. Todo mundo precisa desacelerar. E assim, vamos para o sítio! Para aquela pequena casinha lá no alto sertão, ali bem no pé da serra, herança da família, sustentada só com a força de vontade. 

As lembranças de criança voltam. As sensações, os cheiros, o barulho – ou a falta dele. Durante a viagem a paisagem modifica a imaginação, cria fantasias, gera esperança. Rumo à busca pelo sossego. Sete dias longe do caos da cidade, longe de semáforos, de trânsito engarrafado, de anúncios consecutivos de mortes na TV na hora do almoço. Sete dias sem correr para pegar o ônibus, sem ter que calcular o horário de chegada ou de partida. Dá pra pensar que a vida vai diminuir de velocidade, que é possível relaxar.

O que fazer lá? Os planos, os objetivos, as metas? Nada disso. Sem horário, sem pré-determinar nada. Só o silêncio, só a tranquilidade, só o descanso.

Um dia a gente tem que voltar a esse ideal de sossego, esse mistério que só ocorre na infância, quando a vida parece muito longa para se fazer tudo o que se quer fazer. A correria do dia-a-dia nos deixa zonzos, insanos, lunáticos. Assim, sem buzina, sem alto-falante, sem apito do guarda, sem toque de intervalo, assim a vida flui mais densa, a vida escorre lentamente, deixando acontecer. E serão sete dias de longas férias... Férias tecnológicas? Bem, nem tanto. O sítio também tem tecnologia, veja só. São outros tempos, outras cores, outros sabores. Então, só férias do caos, do estresse, férias das férias.

E que venham os sete dias. Do leite saído da vaca, do fogão à lenha, do doce de leite fresquinho, do queijo coalho assado na brasa, dos mosquitos fazendo a ronda durante à noite, da escuridão no meio do nada, do cheiro de terra, sol e folhas de cajarana varrendo o quintal. E que venham... Que venham...

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