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30 maio 2014

Porque o filme Divergente é tão legal assim...

Mesmo sendo um pouco resistente às leituras dessas distopias super famosas dos últimos anos, dei meu braço a torcer para acompanhar o lançamento da adaptação do best-seller da Veronica Roth, Divergente. Já tinha comentado sobre ele aqui antes e o quanto a produção do filme e escolha do elenco tinha me motivado a dar uma espiada no bonito, e depois de ver o filme fiquei realmente impressionada com tudo.

Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Audácia, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo. 

O enredo de Divergente traz uma constituição de mundo muito semelhante ao de Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, mas o que torna a ficção um pouco mais atraente ao meu ver, é a quantidade de ação impregnada nas cenas. Contudo, uma vez que não li os livros, a minha avaliação vai ser puramente cinematográfica. Ou seja, não posso comparar cada detalhe do filme com a história original, mas garanto que posso dar um ponto de vista neutro e objetivo.

Para entender como funciona  o sistema da série, vale dar uma olhadinha no quadro abaixo:


Cada uma das facções tem razões de ser diferentes e juntas constituem a organização da cidade. Nesse meio, há uma adolescente de 16 anos, Beatrice Prior, que precisa definir de qual facção irá se tornar membro. No entanto, esse ponto alto trata a separação da família em prol de um bem maior. O filme foi feliz em não se estender tentando explicar minuciosamente cada esquema das facções e trouxe mais uma visão geral da cidade e do funcionamento do poder e governo.


Beatrice, uma Abnegada por nascimento, de repente, vê a sua vida tomar um rumo completamente oposto quando é identificada como uma Divergente, uma pessoa que não pode pertencer somente a uma única facção. Ainda assim, ela precisa fazer uma escolha, pois os Divergentes são vistos como perigosos para o sistema geral. A ida para a Audácia libera nela a euforia e adrenalina há muito reprimida, e nesse novo grupo ela começará a questionar se esse modelo governamental faz algum sentido.


O bacana e interessante do filme, ao meu ver, foi não explorar somente uma simples e fácil temática juvenil, dando ênfase apenas nos quesitos psicológicos da personagem central. O filme - talvez como sua história original - traz reflexões sobre governo, sobre sistemas de poder, sobre como o ser humano com livre arbítrio pode ser perigoso para si mesmo. Nesse quesito, a personagem da diva Kate Winslet dá todo o vigor de uma "vilã" com essência de antropóloga.


E para ajudar a Beatrice - Tris - nesse novo lar surgem os amigos e os inimigos. Em quem confiar, no que acreditar e o que fazer para esconder a sua verdadeira identidade de Divergente são suas principais preocupações. Um dos seus líderes, um sujeito de expressão fechada e papo curto chamado Four, consegue ainda lhe dar um rumo de como sobreviver na Audácia.

 

A partir daí achei que o filme ficou mais dinâmico, mais divertido e muito mais interessante. Muitas cenas legais de ação, lutas bem feitas e trechos onde não abusaram tanto dos efeitos especiais, conseguindo aquela naturalidade e frescor que tanto curtimos em filmes nesse estilo. Para uma história de teor juvenil, achei que tudo foi muito bem explorado e aproveitado na medida certa. Os personagens crescem, e a evolução de cada um é bem representada, deixando o espectador na ânsia pelo que virá a seguir.


E pra não fugir do óbvio, tem também a parte mais clichê, que mesmo sendo bem esperada, não caiu na mesmice. O sujeitinho que dá vida ao poderoso e sisudo Four é um dos pontos altos. Gostei bastante da interpretação do cara, e mesmo sendo novos nas telonas, ele tem uma presença imponente e não foi massacrado pelo peso que todo herói carrega. As cenas com ele são divertidas, intensas e bem instigantes. E nem precisa comentar que ele é um gato, né? rsrs... O romance emplaca de primeira e não é baseado em firulas e mimimis depressivos. Assim, é muito mais interessante assistir algo que funciona sem muito estresse do que perder tempo com aquela enrolação psicológica que ocorreu nas últimas adaptações de livros juvenis.


Enfim, Divergente se tornou um dos filmes mais queridos do ano na minha opinião e fiquei bem mais curiosa para acompanhar a trilogia e saber o desfecho de Tris, Four e seus companheiros, bem como do que a Chicago distópica de Veronica Roth ainda pode trazer. E enquanto isso, ficamos aguardando os próximos filmes pra ver muito mais ação nas telonas.



Imagens: Reprodução

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