Menu

25 julho 2014

Killing Sarai, por J. A. Redmerski

Depois de me esbaldar com a história vívida e intensa de Entre Agora e o Nunca, eu fiquei bem instigada pra ler mais coisas da escritora J. A. Redmerski e foi assim que esse ano catei mais uma série dela pra começar a ler. A saga Na Companhia dos Assassinos (In The Company of Killers) já tem três livros publicados e conta uma história bem diferente do que a gente anda acostumada na literatura atual.

Killing Sarai, o primeiro livro, traz personagens muito intensos e com características distintas, de modo a nos fazer duvidar da índole deles muitas vezes. Estamos tratando de assassinos, sejam profissionais, sejam vingadores, ou justiceiros, e que não estão lá para brincar, para perder tempo com firulas, para se enrolar em romances à toa. A história é bem cruel de alguma forma, e confesso que me animei em ver algo novo.

Sarai tinha só quatorze anos quando sua mãe a levou para viver no México em um quartel de drogas. Com o tempo ela se esqueceu do que era ter uma vida normal, mas ela nunca deixou de lado a esperança de escapar do complexo onde tem estado presa nos últimos nove anos. Victor é um assassino a sangue frio que, como Sarai, somente conheceu a morte e a violência desde que era somente uma criança. Quando Victor chega ao complexo para recolher dados e aplicar um golpe, Sarai o vê como uma chance para escapar. Mas as coisas não acontecem como o previsto, e em vez de se encontrar a caminho de Tucson, ela se encontra livre de um homem perigoso, para cair nas garras de outro. Enquanto fogem, Victor se distancia de sua natureza primitiva enquanto sucumbe a sua consciência e decide ajudar Sarai. À medida que ficam próximos, ele se encontra disposto a arriscar tudo para mantê-la com vida, inclusive sua relação com seu irmão e seu contato, Niklas que, agora como todos os outros, querem Sarai morta. Enquanto Victor e Sarai lentamente constroem uma confiança entre eles, as diferenças parecem diminuir, e uma atração pouco provável se intensifica. Entretanto, as habilidades e experiência de Victor podem não se suficientes para salvá-la, enquanto o poder que ela tem sobre ele, pode ser o que colocará fim a sua vida.

Começamos com Sarai, uma garota com foi raptada e mantida prisioneira desde que se entende por gente. Com uma vida difícil em casa, ela se vê com um destino incerto e aterrador. Escrava sexual de um dos maiores traficantes de drogas do México, ela não vê muitas chances de ver o mundo outra vez. Até que um estranho muito perigoso lhe abre uma porta e todo seu futuro está entregue em questão de minutos.


Victor Faust é um homem misterioso. Não há nenhum indício em seu rosto que expresse alguma solidariedade, sentimento de afeição ou culpa. E ele está no mundo de assassinatos há tempo o bastante para saber que não se pode deixar brechas. Mas em uma operação de alto risco no México, uma garota surge enfiada em seu carro buscando uma fuga. É aí que começa a caçada em busca de dinheiro e justiça. Victor Sarai quase não tem nada em comum, a não ser um passado sombrio, mas as suas vidas estão prestes a seguir o mesmo rumo e eles não sabem mais o que esperar.

"Você vai pelo menos me dar uma arma?" Silêncio filtra através do espaço entre nós. "Você vai?" Pergunto novamente, agitando esse silêncio. "Isso vai me dar uma chance de lutar. Ou eu vou matar Javier ou a mim mesma, mas vou morrer sabendo que eu tentei."

A escrita de Redmerski aí entra como um bônus e deixa as cenas mais intensas e ativas, envolvendo ação, sensualidade e adrenalina. Eu curti bastante, principalmente porque ela traz alguns dilemas bem intrigantes. Os protagonistas tem dificuldades em abdicar de seus lados sombrios em prol de algo mais bonito e tranquilo e é isso que faz o livro interessante. Victor Faust é um dos personagens mais fieis e imprevisíveis que eu já consegui visualizar, e mesmo que isso pareça contraditório, vale a pena acompanhar a disputa interna dele sobre continuar sendo o frio e calculista membro mais perigoso da Ordem ou um cara que está disposto a enfrentar tudo pela garota que ele quer manter a salvo.

Eu não sou seu herói. Eu não sou a outra metade de sua alma que nunca poderia deixar nada de ruim acontecer com você. Confie sempre em seus instintos primeiro, e em mim, se você escolher, por último.

Do outro lado, há uma menina que sofreu muito e está descobrindo um lado vingativo, algo escuro e perigoso que ela se recusa a aceitar em si mesma, embora saiba que seu destino já pareça estar traçado. O romance também é um ponto alto, cenas bem escritas sem apelar ou abusar da sexualidade, fazendo com o que o leitor se sinta instigado a descobrir mais.

Uma pequena grande obsessão pelo Michael Fassbender como Victor#MeJulguem

Como o primeiro livro de uma série, seria óbvio deixar uma interrogação para o final e introduzir um esquema para ser abordado no livro dois. Outros personagens vão surgindo, e isso realmente anima muito a leitura, e os protagonistas logo vão mostrando seus lados mais humanos, mais dependentes.

Confesso que foi uma leitura bem diferente do que estamos acostumadas e as cenas rendem bastante. Curti tanto que engoli em seguida o livro dois, Reviving Izabel.

Outras Capas:



Imagens: Reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...