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27 maio 2015

EU VI #22: Questão de Honra

No meu crush mais recente pelo Tom Cruise, desenterrei uns filminhos antigos dele para dar uma conferida, e Questão de Honra foi um dos que me chamou a atenção, porque um bom tempo atrás eu já o tinha assistido nas madrugadas silenciosas do SBT. Trata-se de um típico filme de tribunal que era total garantia de sucesso nos anos 90 e que traz características marcantes a respeito de como os americanos entendem a justiça.

Após um soldado morrer acidentalmente em uma base militar, depois de ter sido atacado por dois colegas da corporação, surge a forte suspeita de ter existido um "alerta vermelho", uma espécie de punição extra-oficial na qual um oficial ordena a subordinados seus que castiguem um soldado que não tenha se comportado corretamente. Quando o caso chega aos tribunais, um jovem advogado (Tom Cruise) resolve não fazer nenhum tipo de acordo e tentar descobrir a verdade.











Trailer: 


Como era o galã da época, obviamente Tom Cruise tinha um papel muito importante a representar. Bonito, agradável e queridos pelos principais diretores, ele teria tudo para ser o Danny Kaffe perfeito. Não à toa, ganhou uma indicação ao Globo de Ouro na época.


Do outro lado, havia o majestoso Jack Nicholson que não poderia ser mais que apropriado para o papel do Coronel da Marinha arrogante e extremamente autoritário. Sua interpretação o levou a uma indicação de Melhor Ator Coadjuvante no Oscar de 1993.


Junte-se a isso atores consagrados como Kevin Bacon, Demi Moore, Kiefer Sutherland e Kevin Pollak e você tem um filme de tribunal pronto para o julgamento perfeito.

A história é bastante direta: você tem um crime cometido, tem os possíveis responsáveis sobre isso e tem um advogado em início de carreira tentando se provar como um profissional de futuro. Atualmente, nada poderia ser mais clichê, mas para a época, o filme trazia toda a carga emocional e imparcial que necessitava, e dava ênfase no processo de investigação, sem perder tempo com muitas teorias.




O interessante a respeito do filme é o processo de amadurecimento que passa o personagem de Cruise, ele sai de um recém formado Oficial da Marinha Americana, para um advogado respeitado pelas suas qualidades argumentativas. Seus companheiros de trabalho, os advogados JoAnne Galloway (Moore) e Sam Weinberg (Pollak) dão suporte à sua batalha para comprovar que o Coronel Jessup (Nicholson) pode ser o principal mandante do crime ocorrido em Cuba.


Por outro lado, achei que faltou um pouco de coerência a respeito de algumas questões jurídicas, algo que provavelmente aconteceu pra dar mais pano pra manga no filme. Por exemplo, uma das últimas coisas que eles vão checar são as ligações telefônicas e os horários de voo, algo que seria bastante relevante para a resolução do caso. Bem como, achei os principais suspeitos, os dois soldados acusados de matar um dos colegas de unidade, bastante arredios a respeito da própria defesa. A sensação, muitas vezes, era de que eles não queriam realmente serem inocentados. Em contrapartida, há uma tensão conflitante pelo fato de ser um julgamento de natureza militar. Para Danny Kaffe, convocar um coronel da Marinha para um julgamento não era somente uma parte simples do seu trabalho, mas era atirar toda a sua recente carreira no escuro, no que havendo qualquer mínimo erro, ele poderia ser levado a uma corte marcial.



No fim, o filme vale à pena por ser bastante tenso e intenso. Traz perspectivas bem diretas à respeito de direitos e deveres, traz uma carga emocional bem delineada do personagem principal e pra completar, tem interpretações magníficas, daquelas que te prendem em frente à TV. Sem falar que o Tom Cruise em toda a sua juventude extasiante é sempre uma alegria extrema para os olhos.

Pôster em Inglês:


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