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05 junho 2015

EU VI #23: A Incrível História de Adaline

Eu estava ansiosa pra ver esse filminho da Blake Lively, confesso. Primeiro, porque acho ela linda em todos os filmes que faz, tipo uma Marilyn Monroe da vida, que chega e arrasa com sua loirice e divinice. E segundo, porque o filme tinha uma pegada meio boêmia que me deixou realmente interessada.

Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.










Trailer:


O filme narra a história de Adaline, uma jovem de 29 anos que depois de um acidente de carro, simplesmente parou de envelhecer. É dada uma explicação científica bem maluca para o fenômeno, mas não deixa de ser uma coisa um tanto mágica. Desde então, Adaline (Lively) tenta levar a vida se escondendo do mundo, pois num período crítico da história mundial, qualquer pequena diferença - ou falta dela - era suspeita para coisas muita sérias. 


O filme se desenrola com o passar dos anos da jovem, que decide, para segurança própria e de sua filha, mudar-se de cidade a cada dez anos. Assim, ela vive muitas vidas, muitas histórias, com nomes e empregos diferentes. A infelicidade do seu destino é não poder fincar raízes, não poder se apegar. Para uns, sua estonteante beleza e juventude sem igual é motivo de orgulho e triunfo, mas Adaline se enxerga como uma idosa de mais de 100 anos em um corpo que não muda em absolutamente nada.


O interessante do filme é entender que até uma beleza surreal como a da Blake Lively precisa sofrer alguma evolução em determinado momento, e que mesmo aqueles que acham que a juventude é a maior glória da vida, precisam amadurecer e encarar o futuro com as marcas do passado vívidas em seu rosto. Ver que as pessoas que você ama estão ficando pelo caminho, vivendo intensamente na forma mais natural possível enquanto você simplesmente parece estar presa num corpo que não lhe pertence mais é algo que nem todos conseguem suportar com cabeça fria. E Adaline está enclausurada em si mesmo.


A história sobre tempo de longe fica presa a esse tempo (sem trocadilho), porque Adaline consegue ser várias pessoas em uma só, e isso dá margem para uma história cheia de mistérios e descobertas. Bem como, o desenrolar de um romance que aparentemente é impossível.


Adaline conhece o jovem e interessante Ellis (Michiel Huisman) numa festa do trabalho. Ele, obviamente, fica encantado pela beleza da moça e imediatamente se apaixona por aquele ser tão curioso e que tenta a todo custo evitar qualquer envolvimento. É um caso um tanto atípico nos filmes clichês de Hollywood, onde a mocinha cai de amores pelo sujeito mau caráter que não quer saber de compromisso. Aqui, o fabuloso Ellis está pronto e disposto para o que der e vier por Adaline.



O romance é algo que faltava nas telonas há um bom tempo... Simplesmente delicioso de se assistir e casou perfeitamente com a história sofrida e inexplicável da jovem de aparência eterna. Acho que foi particularmente um dos pontos altos do filme. A Lively e o Huisman tiveram uma química sem igual, tanto em charme e elegância como em diálogos bem delineados, deixando na gente aquela sensação gostosa de olhinho brilhando no fim de tarde. No entanto, como a história precisa de complicações, o romance é um dos objetivos e, ao mesmo tempo, um dos obstáculos na vida de Adaline. Conseguir se entregar verdadeiramente a alguém e revelar seu precioso segredo pode ser um risco que ela nunca esteja pronta para correr. Afinal, de que forma ela poderia abdicar de uma vida quase eterna de beleza e juventude em prol de alguém que ela ama? Ela teria que conseguir parar o tempo para alguém, ou simplesmente, fazê-lo acelerar para si mesma. E para dificultar, outros problemas relacionados a família de Ellis aparecem.


Enfim, é um filme bem bonitinho. Tem um cenário nostálgico, fazendo todo aquele passeio pelas décadas e trazendo a Blake Lively fashionista em modelitos que fazem nós meninas simplesmente surtarmos rsrs. A fotografia também é impecável e por vários momentos, eu realmente sentia a mágica emanar do filme. Uma pena não ter visto no cinema, porque creio que me daria aquela sensação de filme antigo, da década de cinquenta, que sempre que acaba a gente fica feito idiota olhando para tela, ouvindo a trilha sonora ecoar como um mantra eterno.

Outro motivo bacana até demais é ver o Michiel Huisman como mocinho, porque putz... Ele é o melhor dos bons mocinhos ever. Ele é muito bom fazendo papel de bom (então suponho que seja melhor ainda fazendo papel de mal ahaha!) e faz a gente ficar totalmente apaixonadinha pelo Ellis fofo e carismático que conquista a Adaline na base da insistência (OK! Sem spoilers!). Bom, galeris, acho que já expliquei que o filme vale à pena. É só por hoje.


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2 comentários:

  1. É bastante bela história, é também muito elegante. Juventude, (não tão) divino tesouro, você não acha? The Age of Adaline é um filme com um bom acabamento técnico e com grande atenção sendo uma fita elegante. O filme convence o espectador desde o início. Irradia um certo magnetismo para essa aparência muito refinada, a narração (voice-over) que vamos introdução na história e vamos desvendar esses dados científicos necessários. Tudo isso forma um produto para consumo fácil, sem pretensões, mas é divertido e saboroso para ver. Teremos que prestar atenção para ver se a atriz Blake Lively tem mais chance de mostrar algo mais do que um sorriso.

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    Respostas
    1. Gosto muito do trabalho da Lively e acho que ela é subestimada, às vezes. Espero vê-la em papeis mais densos. Talvez por conta de sua beleza estonteante, ela sempre acabe como a mocinha sofrida. Mas torço bastante por ela. =D

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